A enxaqueca atinge 1 bilhão de pessoas no mundo todo, incluindo as crianças. No entanto, é entre 35 e 55 anos que ficamos mais propensos a sofrer com essa terrível dor.

Muitas famílias sentem o drama da enxaqueca quando ela afeta o humor e a disposição para trabalhar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as enxaquecas como a 19ª razão mais comum para incapacidade em todo o mundo. Este é um assunto muito sério!

A quantidade de dinheiro que as pessoas gastam por ano para aliviar o sintoma é absurda. É por isso que não devemos banalizar esse tipo de dor na cabeça.

 

Enxaqueca – o que é?

As enxaquecas são um distúrbio neurológico, caracterizado por dores recorrentes e considerado o distúrbio mais comum do sistema nervoso.

As mulheres tendem a sofrer mais do que os homens. A dor é intensa e pode atingir apenas um lado da cabeça. O tempo de sofrimento pode ser de algumas horas até três dias. E o pior: com a prática de exercícios físicos, a enxaqueca pode piorar.

O sintoma não só é a dor na cabeça, mas também náuseas, distúrbios visuais, tontura, dormência nas extremidades ou no rosto e extrema sensibilidade à luz, ao som, ao olfato e ao tato.

Mas, afinal, qual é a relação entre a carência de vitaminas no corpo e a presença da enxaqueca?

Pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati publicaram recentemente suas descobertas sobre o assunto.

A equipe, liderada pela dra. Suzanne Hagler, pesquisadora de dor de cabeça na divisão de neurologia do Hospital Infantil de Cincinnati, avaliou mais de 7.400 participantes.

Nessa análise, os pesquisadores tomaram os níveis de referência de riboflavina (vitamina B2), vitamina D , folato e coenzima Q10 (CoQ10) . Uma alta porcentagem de crianças, adolescentes e adultos jovens apresentou deficiências leves de CoQ10, vitamina D e riboflavina.

Curiosamente, eles descobriram que mulheres jovens e meninas eram mais propensas a ter uma deficiência de CoQ10 e os meninos eram mais propensos a sofrer de deficiência de vitamina D.

Além disso, eles descobriram uma associação entre enxaquecas e doenças cardiovasculares e mortalidade em mulheres.

Os participantes que sofrem de enxaquecas crônicas em intervalos regulares tinham um risco aumentado de deficiência de CoQ10 e riboflavina, em comparação com aqueles com enxaquecas episódicas ocorrendo em intervalos infrequente.

Alguns deles, então, receberam apenas suplementos vitamínicos para que os pesquisadores observassem se a alternativa seria suficiente.

E acredite: eles realmente estavam precisando das vitaminas testadas.

Este não foi o primeiro estudo a associar a deficiências minerais e vitaminas a enxaquecas.

 

A carência de vitaminas e minerais

Em um artigo publicado em 2012, os pesquisadores reconheceram a relação integral entre magnésio e múltiplos processos corporais.

A falta de magnésio, por exemplo, pode promover uma série de doenças diferentes, incluindo depressão, agressão plaquetária, função do receptor da serotonina e influência na produção e uso de neurotransmissores.

Pesquisadores teorizam que os pacientes com enxaqueca podem desenvolver deficiência de magnésio por uma variedade de razões, como má absorção, perda renal, aumento da excreção devido ao estresse ou baixa ingestão nutricional.

E pesquisas anteriores já haviam demonstrado que os sofredores de enxaqueca têm maior probabilidade de sofrer de deficiência de magnésio.

Identificar a carência de magnésio não é fácil, mas o consumo desse componente é bastante seguro. Portanto, se você tem enxaqueca, recomendamos um bom suplemento desse mineral.

Esta alternativa natural nos ajuda a fugir de danos hepáticos e renais muito comuns em que toma medicamentos constantemente.

A Associação de Transtornos de Enxaqueca dos Estados Unidos recomenda a suplementação de magnésio por, pelo menos, três meses para obter resultados.

Eles também consideram a suplementação com riboflavina e coenzima Q10. No entanto, o tratamento e a prevenção de doenças devem começar, antes de tudo, na dieta.

Descobrir deficiências em riboflavina e CoQ10 e resultados positivos da suplementação dão suporte à teoria de que as enxaquecas são um distúrbio mitocondrial.

Outras pesquisas usando suplementação de vitamina D demonstraram uma redução na proteína C-reativa (PCR) e uma redução estatisticamente significativa na frequência de dor de cabeça. No entanto, a conclusão não é unânime.

Há pesquisadores que não encontraram respaldo suficiente para uma associação entre enxaqueca e deficiência de vitaminas. Os críticos argumentam que as pesquisas que sugerem essa conexão foram feitas com poucas pessoas. Por fim, o conselho que deixamos é que as pessoas não fiquem só na base dos suplementos.

Elas devem procurar garantir as vitaminas consumindo alimentos adequados. Afinal, nosso corpo pode metabolizar e absorver vitaminas da dieta de forma mais eficaz e eficiente do que a partir de cápsulas e comprimidos vitaminados.

Além de adicionar esses alimentos à sua dieta diária, é importante que você procure produtos orgânicos e não modificados geneticamente.

Uma boa lista de sugestões:

– Folhas verdes escuras

– Nozes e sementes

– Salmão selvagem

– Sardinha (não a enlatada)

– Abacate

– Banana

– Iogurte feito com leite orgânico sem adição de açúcares

– Espinafre

– Beterraba

– Cogumelos

– Ovos de galinhas criadas soltas e livres de antibióticos

– Aspargos

– Amêndoas

– Carne de gado criado solto, livre de antibióticos e alimentado com capim

– Frango orgânico

– Sementes de gergelim

– Sementes de abóbora

– Brócolis

– Couve-flor

Para quem não sabe, a exposição segura ao sol é a melhor maneira de obter a vitamina D.

Existem cerca de 30.000 genes no corpo humano, e a vitamina D afeta quase 3.000 deles, ou seja, cerca de 10%.

De acordo com um estudo em larga escala, níveis ideais de vitamina D podem reduzir o risco de câncer em até 60%.

Manter seus níveis otimizados pode ajudar a prevenir pelo menos 16 diferentes tipos de câncer, incluindo câncer de pâncreas, pulmão, ovário, próstata e pele.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

Fonte: Cura pela natureza

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