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Lupus: como identificar e tratar essa doença

Lúpus não tem cura. Conheça os sintomas dessa enfermidade, saiba como levar uma vida normal após o diagnóstico, com o tratamento adequado e alguns cuidados saudáveis.

Lúpus é uma doença crônica inflamatória que atinge a pele e também os órgãos, dependendo do quadro que se manifestar.

É uma doença autoimune, ou seja, o organismo produz anticorpos contra as próprias células ou suas proteínas.

Os dois tipos mais conhecidos da doença são Lúpus cutâneo, ou discóide, e o LES- Lúpus Eritematoso Sistêmico.

O Lúpus cutâneo tem seus efeitos limitados à pele. Seus sintomas incluem manchas avermelhadas no rosto, nuca, mãos, braços, colo e couro cabeludo. Nos quadros de Lúpus Sistêmico a inflamação compromete, além da pele, articulações, rins, pulmões e coração.

 

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A prevalência dos casos de Lúpus é bem maior em mulheres, já que o estrogênio, hormônio feminino, facilita a proliferação de linfócitos, células responsáveis pela produção de anticorpos.

Causas do Lúpus

Ainda não há evidências científicas que indiquem uma causa específica para o desenvolvimento do Lúpus, mas as pesquisas apontam a possibilidade de que esse quadro resulte da correlação entre múltiplos fatores. As causas prováveis dessa anormalidade do organismo são:

  • Predisposição genética;
  • Disfunções hormonais;
  • Exposição excessiva ao sol;
  • Infecções causadas por vírus;
  • Uso de determinadas drogas e medicamentos.

Sintomas desencadeados por Lúpus

Cada pessoa manifesta os sintomas de Lúpus em intensidade diferente, em maior ou menor grau ou tempo de permanência, dependendo dos órgãos que são afetados. Os sintomas mais frequentes são:

  • Manchas avermelhadas na pele, principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, mãos e braços;
  • Inchaço e dores nas articulações;
  • Inflamação nos rins, e consequente dificuldade para urinar;
  • Complicações neurológicas, como convulsão, e confusões mentais;
  • Dores no peito e arritmia cardíaca, se o coração for afetado;
  • Problemas respiratórios, já que os pulmões também são acometidos;
  • Febre;
  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Ínguas;
  • Coceira;
  • Náuseas, vômitos e desconforto abdominal.

 

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Quadros agravados

Ainda que não exista a cura para o Lúpus, as pessoas que têm essa doença podem ter uma vida longa e saudável. Mas, alguns casos se desenvolvem de forma mais severa, culminando em resultados fatais, como:

  • Falência dos rins;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Ataque cardíaco;
  • Surgimento de tumores cancerígenos.

Claro que esses são casos raros.

Outros problemas graves apresentados em alguns casos de Lúpus são: riscos de infecção; inflamação das artérias; anemia; dor ao respirar; alucinações e psicose.

Diagnóstico da doença

Não existe um exame irrefutável para a comprovação do Lúpus, já que os sintomas apresentam muitas variações e diferentes níveis de prevalência, assim como podem ser confundidos com outras doenças.

Geralmente, os exames solicitados para diagnosticar esse quadro são: biópsia renal, radiografia do tórax, exame de urina, hemograma completo e FAN (Fator Antinuclear), exame específico para detectar índices de anticorpos e doenças autoimunes.

Tratamento de Lúpus

O tratamento dessa enfermidade é feito ao longo de toda a vida dos portadores de Lúpus, já que ainda não existe a cura da doença. Mas, com o tratamento adequado é possível atenuar os sintomas e levar uma vida normal.

Em fases mais brandas da doença, ou períodos de remissão, os pacientes são tratados com hidroxicloroquina, para evitar que o Lúpus entre em fase ativa. Já nos períodos de inflamação aguda, o tratamento é feito com medicamentos anti-inflamatórios e pomadas para diminuir as lesões na pele.

Hábitos saudáveis e convivência com Lúpus

Como ainda não existe uma definição precisa das causas que desencadeiam esse quadro, não há formas garantidas para se prevenir contra o Lúpus.

Alguns hábitos são recomendados pelos médicos como tratamento auxiliar, para controlar os sintomas já existentes:

  • Evite exposição ao sol em excesso, especialmente em horários com maior incidência de raios ultravioletas (entre 10h e 16h);
  • Utilize protetor solar com frequência;
  • Pratique atividades físicas, isso ajuda a reduzir as chances de ataque cardíaco, já que esse é um risco aumentado nos quadros de Lúpus. Os exercícios físicos também auxiliam no tratamento de possíveis casos de depressão associados à doença;
  • Consuma alimentos ricos em cálcio e evite açúcar e gorduras, para prevenir problemas causados pelos medicamentos corticoesteroides, como osteoporose, aumento no colesterol e triglicérides;
  • Evite o hábito de fumar, já que o cigarro potencializa o risco de problemas cardíacos e respiratórios, além de reduzir os efeitos da hidroxicloroquina;
  • Descanse, sempre que possível. Ainda que mantenha uma rotina normal de trabalho, estudo e outras atividades, a pessoa com Lúpus tem forte tendência a se sentir fadigada, esse é um dos principais sintomas da doença. O descanso é um dos remédios, nesse caso;
  • Faça psicoterapia. Muitos problemas emocionais são desencadeados por doenças crônicas, manter o quadro emocional em ordem favorece a convivência com a doença;
  • Participe de grupos de apoio. Conhecer outras pessoas que passam pelos mesmos problemas, e saber como cada um lida com a situação, também é um reforço positivo para enfrentar as dificuldades impostas pela enfermidade.

Se você leu este post e identificou alguns dos sintomas, procure um médico. Com o tratamento adequado e com a adoção de hábitos saudáveis, o Lúpus não vai prejudicar sua qualidade de vida.

 

Redatora Nalva Amancio

 

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